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terça-feira, 29 de junho de 2010

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Na próxima segunda-feira, dia 5 de julho, terá início o II Sítio Escola Arqueológico no Campus Marco Zero da UNIFAP (Univ. Federal do Amapá), em Macapá.
Esta atividade é uma realização conjunta de várias instituições (IEPA, UNIFAP, UEAP, IPHAN e Ministério Público do AP), que através de diferentes caminhos apoiaram sua realização.
As escavações acontecem do dia 5 ao dia 23 de Julho. Participarão alunos do Curso de Especialização em Patrimônio Arqueológico da Amazônia, bolsistas de projetos do IEPA e volutários.
As escavações realizadas durante o I Sítio Escola, em 2008, revelaram nove contextos funerários, todos muito padronizados, marcados no seu topo por aglomerações de lateritas. As urnas cerâmicas tinham decorações variadas, com pinturas, incisões, excisões e apliques, com estilos decorativos de pelo menos três fases arqueológicas já conhecidas para a região. Macapá deve ter sido um ponto de contato importante entre grupos indígenas de diversas áreas.
As escavações a serem iniciadas buscarão delimitar com maior precisão a área de dispersão de material arqueológico, já que a observação em superfície não oferece indícios suficientes.
Esperem por mais notícias da escavação nas próximas semanas!

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Rock art Amazonia-Guianas

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Na arte rupestre guianense, encontramos alguns possíveis paralelos para o objecto recolhido por João Tiriyó, publicado num dos posts anteriores.
Trata-se de blocos soltos, alguns com dimensões muito reduzidas, num sítio do litoral guianense, a Montagne d'Argent, junto à foz do Oiapoque (fronteira com o Brasil).
Note-se que o Oiapoque nasce nas montanhas do Tumucumaque, o divisor de águas entre a bacia amazônica e diversos rios da Guiana e Suriname, junto ao território dos Tiriyós.
Por outro lado, os motivos antropomórficos presentes na Montagne d'Argent assemelham-se aos que ornamentam o referido objecto.




Na última imagem, note-se o aproveitamento das formas naturais da rocha, uma solução comum na arte rupestre mundial que demonstra a importância do próprio suporte no entendimento dos motivos...

links amazônicos

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um texto sobre arqueoastronomia megalítica na Amazônia (clique na imagem)

alguns paralelos neste post

neste

neste

e neste ...

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Rock art and megaliths

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Na obra de Edithe Pereira, sobre a Arte rupestre amazônica, imagens de gravuras na Savana do Parú, território dos Tiriyó.
As gravuras, referenciadas por Protásio Frikel, ocorrem em contexto de abrigos naturais, formados por afloramentos graníticos, na mesma área em que Frikel identificou também vários alinhamentos de blocos, de carácter arqueoastronómico.





























domingo, 1 de fevereiro de 2009

Megalitismo Amazonas-Guianas

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Desenho do objecto meniróide, descoberto por João Tiriyó.













Detalhe da figuração antropomórfica

No festo (divisor de águas) entre o Amazonas e o sistema hidrográfico das Guianas, na Savana do Paru, em território Tiriyó.

O objecto acima representado, foi-me dado a conhecer pelo João Tiriyó e mede, de comprimento, cerca de 30 cm. Apresenta gravuras nas duas faces, uma delas representando uma figuração antropomórfica.

Para além dos alinhamentos de pedras, atribuídos aos Aibüba (os antepassados), existe, na cultura Tiriyó, uma valorização das pedras nas práticas agrícolas tradicionais.

Segundo Denise Grupioni, "as pedras kuri, consideradas pedras doadoras de fertilidade, (...) são enterradas no meio da roça, normalmente numa pequena elevação, onde se cruzam seus principais caminhos. Estas pedras são colocadas aos pares, uma masculina, outra feminina, com certa distância, uma da outra. E é durante este enterramento que se deve dançar e recitar os cantos cerimoniais."




Team alentejano-tiriyó

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Megalitismo do Amazonas/Guianas

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O megalitismo do Amapá, o mais espectacular das Américas, apresenta uma distribuição relativamente ribeirinha, nos limites da terra firme do litoral amapaense.

Porém, existe um conjunto de monumentos, bastante diferenciado e muito mal conhecido, axializado pelo festo que separa a bacia amazónica das bacias guianenses.
Esta distribuição junto ao festo (watershed, water divide) é muito semelhante, em vários aspectos, à dos menires alentejanos ou, na maioria dos casos, à das estelas etíopes.

Na verdade, refiro-me a monumentos cuja tipologia, nalguns casos, se pode inserir algures entre o megalitismo e a arte rupestre.
São arranjos de pedras, de dimensões modestas, que reproduzem motivos frequentes na arte rupestre. Localizam-se sobre inselbergs graníticos (na Guiana francesa).

Outros, localizados na Savana Sipaliwini - a continuação, em território do Suriname, da savana dos Tiriyós - parecem desenhar alinhamentos de tipo astronómico, mas igualmente com pedras pequenas, sobre batólitos graníticos. (link).
Há também um exemplar, publicado como arte rupestre, em que o suporte se assemelha - pelo menos na imagem publicada - a um menir, com gravuras. (link).

Em território brasileiro, alinhamentos astronómicos foram materializados por blocos graníticos fincados, que, tipologicamente, se aproximam muito (exceto na escala) dos alinhamentos de menires.

De um e de outro lado da fronteira Suriname-Brasil, há referências a importantes conjuntos de arte rupestre; para além das referências de Protásio Frikel, ainda praticamente desconhecidas, tem vindo a ser estudado um sítio excepcional, no Suriname, com datas bastante recuadas: Werehpai.