quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Quando o pequeno é grande: mega-mini litismo

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No cerrado do Amapá, encontramos outra expressão do megalitismo amazônico. Alinhamentos de pequenos blocos de laterita, localizados entre os municípios de Ferreira Gomes e Tartarugalzinho, uma região já conhecida pela  presença de gravuras rupestres sobre lajedos.
Esta é uma foto do "Sítio da Cobra", o primeiro destes alinhamentos identificado. Já são três sítios deste tipo na área, mas certamente há mais.

domingo, 14 de outubro de 2012

Conheça a programação da II Reunião da Sociedade de Arqueologia Brasileira- Norte

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 A II Reunião da Sab Norte acontecerá em Porto Velho- RO entre os dias 26 a 30 de novembro.

Programação Prévia

SEGUNDA-FEIRA – 26/11/12
16:00-18:00 – Inscrições e entrega de material
18:00-19:00 – Sessão de abertura – Teatro Banzeiros
19:30-20:30 – Conferência com a Dra. Denise Schaan (Universidade Federal do Pará)

TERÇA-FEIRA – 27/11/12
08:00-09:00 – Conferência Dra. Dirse Kern (CCTE - Museu Paraense Emilio Goeldi)
09:30-11:00 – Simpósio “Protocolo Mínimo de Descrição, Coleta e Análise de Solos com Terra Preta Arqueológica”. Proponentes: Jucilene Amorim Costa - Departamento de Geografia-Universidade Federal do Amapá e Dirse Clara Kern CCTE - Museu Paraense Emilio Goeldi)
11:00-12:30 – Simpósio “Registros Rupestres no Sudoeste Amazônico”. Proponente: Maria Coimbra Centro de Pesquisa e Museu Nacional de Arqueologia de Rondônia
14:00-15:00 – Fórum de discussão sobre os cursos de graduação em Arqueologia.
15:00-17:00 – Plenária da Sab Norte

QUARTA-FEIRA – 28/11/12
08:00-10:00 – Simpósio “A Tradição Polícroma da Amazônia – Parte I” Proponentes: João Darcy de Moura Saldanha (Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá – IEPA) e Claide de Paula Moraes (Universidade Federal do Oeste do Pará – UFOPA).
10:30-12:00 – Simpósio “A Tradição Polícroma da Amazônia – Parte II” Proponentes: João Darcy de Moura Saldanha (Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá – IEPA) e Claide de Paula Moraes (Universidade Federal do Oeste do Pará – UFOPA).
14:00-15:30 – Simpósio “Arqueologia da Amazônia Ocidental”. Proponente: Denise P.Schaan (Universidade Federal do Pará-UFPA).
16:00-17:30 – Simpósio “Políticas Públicas para o Patrimônio Arqueológico no Norte do Brasil”. Proponente: Danilo Curado (IPHAN-RO).

QUINTA-FEIRA – 29/11/12
08:00-09:00 – Conferência Dr. Eduardo G.Neves (Museu de Arqueologia e Etnologia – USP)
09:30-11:00 – Simpósio “Arqueologia e povos indígenas: por uma aproximação - Parte I”. Proponentes: Eduardo Bespalez (Doutorando em Arqueologia no MAE/USP) Francisco Forte Stuchi (Mestre em Arqueologia no MAE/USP)
11:00-12:30 – Simpósio “Arqueologia e povos indígenas: por uma aproximação - Parte II”. Proponentes: Eduardo Bespalez (Doutorando em Arqueologia no MAE/USP) Francisco Forte Stuchi (Mestre em Arqueologia no MAE/USP)
14:00-15:30 – Simpósio “Desafios e perspectivas da contemporaneidade: como colaborar com a arqueologia na Amazônia?” Proponentes: Clarisse C. Jacques – PPGA/UFPA/CAPES e Lílian Panachuk – Scientia Consultoria Científica
16:00-17:30 – Simpósio “História e cultura material: os desafios da Arqueologia Histórica na planície amazônica”. Proponentes: Rhuan Carlos dos Santos Lopes – PPGA/Ufpa e Ney Gomes – Scientia Consultoria, PPGA/Ufpa.
17:30-18:30 – Sessões temáticas de pôsteres

SEXTA-FEIRA – 30/11/12
08:00-09:00 – Conferência Dr. Hein van der Voort (Museu Paraense Emilio Goeldi)
09:00-12:30 – Comunicações livres
14:00-16:30 – Comunicações livres
17:00 – 18:00 – Sessão de encerramento

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Mais um curso do Iepé- Instituto de Pesquisa e Formação Indígena

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Entre os dias 17 a 21 de setembro/2012, o Iepé –Instituto de Pesquisa e Formação Indígena- irá promover mais um curso de formação. Intitulado “Políticas Públicas e Povos Indígenas do Brasil”, o curso é voltado para representantes e diretores de organizações de povos indígenas do Amapá e Norte do Pará e para técnicos e gestores públicos que atuam no Amapá. O curso será realizado na Biblioteca Pública Estadual Eucy Lacerda, em Macapá.


visite o site: http://www.institutoiepe.org.br

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Macapá e o megalitismo contemporâneo

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A pedra está ali erguida na praça em frente a Igreja de São José desde os tempos em que o Amapá era Território Federal. 


É um exemplar de manganês a pedra, inaugurada pelo então governador do Território do Amapá, general Ivanhoé Martins, nos fins dos anos 60. Olha ela aí, quando havia um ponto de táxi no local:

Hoje se chama Praça Veiga Cabral, a pracinha de frente a igreja. Local de muita movimentação. Nos tempos em que se chamava Praça São Sebastião foi nela que foi fundada a Vila de São José de Macapá.
Quanto a pedra? Os transeuntes podem vê-la entre um passar e outro pelo centro da cidade, na esquina do Teatro das Bacabeiras com Biblioteca Pública Estadual, no fervor do centro comercial da capital do Amapá.




quarta-feira, 6 de junho de 2012

Cenas Megalíticas

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No Amapá, na parte norte do Estado, são conhecidos vários sítios arqueológicos com estruturas  feitas de blocos de rochas. São os sítios megalíticos. Edificados em meio a mata ajudam a compreender o passado daquele lugar. 
Existe uma grande diversidade quanto ao formato destas estruturas, elas podem ter uma disposição circular, linear, ou mesmo ter um formato irregular de arranjo no terreno. 

Neste post imagens de alguns sítios megalíticos do norte do Amapá, onde podemos ver, além da diversidade de suas formas, um pouco como está hoje a paisagem que os envolve, cenários que juntando-se aos sítios fazem parte deles como paisagens também construídas. As fotos são anteriores a  intervenções arqueológicas. São um primeiro olhar sobre os megalitos. 

Abaixo duas vistas aéreas do sítio AP- CA-18, onde se vê o igarapé Rego Grande, a mata que o margeia e  a colina onde foram colocados os megalitos.



Olhando mais de perto... alguns blocos do conjunto megalítico AP-CA-18, foto tirada antes das primeiras escavações.

Foi necessário grande esforço humano para a construção destes sítios, já que cada bloco de rocha, não fazendo parte da formação natural do solo no locais das construções, teve que ser levado até eles. As rochas podem ter sido retiradas dos afloramentos naturais que fazem parte da paisagem da região.

Às margens do igarapé Rego Grande existem vários pontos de afloramento de rochas formando lajedos. Na foto um deste lajedos sobre o qual encontram-se fragmentos de cerâmica arqueológica em abundância, é o sítio AP-CA-20.


Algumas estruturas megalíticas já eram conhecidas dos moradores locais ou  identificadas por pesquisadores anteriormente:
Alguns conjunto de blocos Sítio AP-CA-04, a esquerda foto quando de sua relocalização em 2007, a direita imagem do mesmos megalitos registrada pelo etnólogo Nimuendajú em 1920. Nele os megalitos estão dispostos em uma linha irregular com comprimento de cerca de 120 m onde observam-se conjuntos de blocos separadamente.



















Este é um sítio que recebeu intervenção de não- arqueólogos . Passados alguns anos da ação dos curiosos,  alguns materiais ainda estavam expostos sobre solo, evidentemente, já fora de seus contextos arqueológicos. Sítio AP-CA-04, com material cerâmico exposto em superfície.

O sítio AP-CA-03: José Antônio também foi identificado por Nimuendajú. Este sítio está alinhado por cerca de 100m de extensão. Em parte do alinhamento existem pequenos blocos de rochas postos em um  formato quadrangular.

AP-CA-23: nele as rochas estão em sua maior parte deitadas sobre o solo , com poucas de pé. São um arranjo em formato quadrangular.

Sítio AP-CA-21, onde foi realizada uma pequena escavação sistemática no mês de maio/2012. É uma estrutura megalítica em formato de recinto circular. Na foto um tronco de árvore caído sobre um dos megalitos do conjunto.

 Os conjunto rochosos do sítio AP-CA-30: Sete Ilhas estão localizados sobre uma colina em área cuja vegetação é de cerrado. Observe na esquerda ao fundo da imagem uma torre de linha de transmissão de eletricidade que impacta a paisagem do sítio. Os blocos que estão de pé chegam a medir 1m sobre o solo.


Outras cenas...


Megalitos em disposição circular contornando um tronco de árvore.

Fotos: Arquivos do Núcleo de Pesquisa Arqueológica/ Laboratório Peter Hilbert, IEPA.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Exposição “Uma ponte sobre o Oiapoque”

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Cartaz brasileiro da Exposição "Uma Ponte sobre o Oiapoque".

Na abertura da exposição, no dia 17 de abril de 2012, às 18 e 30 hs, no auditório Waldemiro Gomes, Museu Sacaca, haverá palestra com o arqueólogo e curador da exposição Dr. Gerald Migeon, do Serviço Regional de Arqueologia da Guiana Francesa.

Local da exposição: Museu Sacaca, Macapá, Amapá

Período: de 17 de Abril a 13 de Maio

No próximo dia 17 de Abril, terça-feira, será inaugurada em Macapá a exposição “Uma ponte sobre o Oiapoque”. Esta exposição, financiada pela Direction des Affaires Culturelles (DAC) e a Direction de L´environnement et L´aménagement et du Logement (DEAL) da Guiana Francesa, e com curadoria do arqueólogo francês Dr. Gerald Migeon do Service régional de l´archéologie da Guiana Francesa, foi organizada em 2011, quando ficou exposta em Caiena
na sede da Prefeitura da Região, o centro político da Guiana Francesa.

A partir do dia 17 de Abril, ela ficará exposta no Museu Sacaca em Macapá, durante quatro semanas. A exposição se insere em um contexto histórico de relações entre duas regiões, dois países, dois Estados Nacionais. Às margens do rio Oiapoque, habitantes indígenas, europeus e africanos construíram suas moradas, vilas e cidades. Esta exposição conta esta história através de documentos antigos, desenhos e relatos de viajantes; além de pesquisas arqueológicas. Ao mostrar esta ocupação indígena antiga da região, “Uma ponte sobre o Oiapoque” oferece uma oportunidade de conhecer melhor a riqueza cultural dessa história de múltiplos atores.

As obras realizadas nas duas margens do rio revelaram sítios arqueológicos que foram pesquisados por equipes francesas e brasileiras. O Institut National de Recherches Archéologiques Préventives (INRAP) e o Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá (IEPA) disponibilizam nesta exposição alguns dos resultados das pesquisas realizadas, que identificaram aldeias indígenas dos século XI e XII contendo depósitos funerários. As peças cerâmicas ricamente elaboradas demonstram o vigor estético destes grupos.

Outras peças arqueológicas e etnográficas ajudam a montar este rico cenário cultural onde o rio Oiapoque é o protagonista. E para além das duas margens, o caminho entre Caiena e Macapá também é tema para contar uma história que inicia há mais de mil anos e alcança os dias de hoje.

Estão todos convidados.
Att,
João Saldanha

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Exposição Arqueológica "Uma Ponte sobre o Rio Oiapoque"

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Cartaz francês da Exposição “Uma ponte sobre o Oiapoque”

Local da exposição: Museu Sacaca
Período: de 17 de Abril a 13 de Maio
No próximo dia 17 de Abril, terça-feira, será inaugurada em Macapá a exposição “Uma ponte sobre o Oiapoque”. A exposição se insere em um contexto histórico de relações entre duas regiões, dois países, dois Estados Nacionais. Às margens do rio Oiapoque, habitantes indígenas, europeus e africanos construíram suas moradas, vilas e cidades. Esta exposição conta esta história através de documentos antigos, desenhos e relatos de viajantes; além de pesquisas arqueológicas. Ao mostrar esta ocupação indígena antiga da região, “Uma ponte sobre o Oiapoque” oferece uma oportunidade de conhecer melhor a riqueza cultural dessa história de múltiplos atores.
As obras realizadas nas duas margens do rio revelaram sítios arqueológicos que foram pesquisados por equipes francesas e brasileiras. O Institut National de Recherches Archéologiques Préventives (INRAP) e o Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá (IEPA) disponibilizam nesta exposição alguns dos resultados das pesquisas realizadas, que identificaram aldeias indígenas dos século XI e XII contendo depósitos funerários. As peças cerâmicas ricamente elaboradas demonstram o vigor estético destes grupos.
Outras peças arqueológicas e etnográficas ajudam a montar este rico cenário cultural onde o rio Oiapoque é o protagonista. E para além das duas margens, o caminho entre Caiena e Macapá também é tema para contar uma história que inicia há mais de mil anos e alcança os dias de hoje.
Esta exposição, com curadoria do arqueólogo francês Dr. Gerald Migeon, foi organizada em 2011, quando ficou exposta em Caiena na sede da Prefeitura da Região, o centro político da Guiana Francesa. A partir do dia 17 de Abril, ela ficará exposta no Museu Sacaca em Macapá, durante quatro semanas.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Escavação simulada

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O Museu Sacaca foi recentemente reinaugurado e entre as novidades em exposição está uma escavação arqueológica. A pequena escavação foi montada com a colaboração da equipe de arqueologia do Laboratório Peter Hilbert e nela o vistante pode ter uma ideia do dia-a-dia de trabalho em um sítio arqueológico.
O espaço de montagem de algumas quadrículas em processo de escavação manual encontra-se ao lado da representação de uma caverna da região de Maracá/AP.

A escavação exposta apresenta ao público alguns contextos arqueológicos já verificados em escavações por todo o Estado do Amapá, podendo ser observada a metodologia usada por arqueólogos em uma escavação sistemática.
Aqui um boneco representando um profissional de arqueologia em plena ação!
Baldes, colher de pedreiro, peneiras...são os materiais expostos que são usados em um campo arqueológico.

Para ver isto de perto: O Museu Sacaca fica em Macapá, na Av, Feliciano Coelho e está aberto à visitação todos os dias da semana exceto nas segundas- feiras.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Megalitos e Representação

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Na foto abaixo os megalitos do sítio arqueológico Rego Grande, localizado no município de Calçoene, Estado do Amapá.


A seguir o desenho dos megalitos como um dos símbolos de Calçoene inseridos no brasão do Município.