quinta-feira, 12 de julho de 2012

Uma visita

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Hoje pela manhã os pequenos vieram conhecer o Laboratório Peter Hilbert:





quarta-feira, 6 de junho de 2012

Cenas Megalíticas

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No Amapá, na parte norte do Estado, são conhecidos vários sítios arqueológicos com estruturas  feitas de blocos de rochas. São os sítios megalíticos. Edificados em meio a mata ajudam a compreender o passado daquele lugar. 
Existe uma grande diversidade quanto ao formato destas estruturas, elas podem ter uma disposição circular, linear, ou mesmo ter um formato irregular de arranjo no terreno. 

Neste post imagens de alguns sítios megalíticos do norte do Amapá, onde podemos ver, além da diversidade de suas formas, um pouco como está hoje a paisagem que os envolve, cenários que juntando-se aos sítios fazem parte deles como paisagens também construídas. As fotos são anteriores a  intervenções arqueológicas. São um primeiro olhar sobre os megalitos. 

Abaixo duas vistas aéreas do sítio AP- CA-18, onde se vê o igarapé Rego Grande, a mata que o margeia e  a colina onde foram colocados os megalitos.



Olhando mais de perto... alguns blocos do conjunto megalítico AP-CA-18, foto tirada antes das primeiras escavações.

Foi necessário grande esforço humano para a construção destes sítios, já que cada bloco de rocha, não fazendo parte da formação natural do solo no locais das construções, teve que ser levado até eles. As rochas podem ter sido retiradas dos afloramentos naturais que fazem parte da paisagem da região.

Às margens do igarapé Rego Grande existem vários pontos de afloramento de rochas formando lajedos. Na foto um deste lajedos sobre o qual encontram-se fragmentos de cerâmica arqueológica em abundância, é o sítio AP-CA-20.


Algumas estruturas megalíticas já eram conhecidas dos moradores locais ou  identificadas por pesquisadores anteriormente:
Alguns conjunto de blocos Sítio AP-CA-04, a esquerda foto quando de sua relocalização em 2007, a direita imagem do mesmos megalitos registrada pelo etnólogo Nimuendajú em 1920. Nele os megalitos estão dispostos em uma linha irregular com comprimento de cerca de 120 m onde observam-se conjuntos de blocos separadamente.



















Este é um sítio que recebeu intervenção de não- arqueólogos . Passados alguns anos da ação dos curiosos,  alguns materiais ainda estavam expostos sobre solo, evidentemente, já fora de seus contextos arqueológicos. Sítio AP-CA-04, com material cerâmico exposto em superfície.

O sítio AP-CA-03: José Antônio também foi identificado por Nimuendajú. Este sítio está alinhado por cerca de 100m de extensão. Em parte do alinhamento existem pequenos blocos de rochas postos em um  formato quadrangular.

AP-CA-23: nele as rochas estão em sua maior parte deitadas sobre o solo , com poucas de pé. São um arranjo em formato quadrangular.

Sítio AP-CA-21, onde foi realizada uma pequena escavação sistemática no mês de maio/2012. É uma estrutura megalítica em formato de recinto circular. Na foto um tronco de árvore caído sobre um dos megalitos do conjunto.

 Os conjunto rochosos do sítio AP-CA-30: Sete Ilhas estão localizados sobre uma colina em área cuja vegetação é de cerrado. Observe na esquerda ao fundo da imagem uma torre de linha de transmissão de eletricidade que impacta a paisagem do sítio. Os blocos que estão de pé chegam a medir 1m sobre o solo.


Outras cenas...


Megalitos em disposição circular contornando um tronco de árvore.

Fotos: Arquivos do Núcleo de Pesquisa Arqueológica/ Laboratório Peter Hilbert, IEPA.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Exposição “Uma ponte sobre o Oiapoque”

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Cartaz brasileiro da Exposição "Uma Ponte sobre o Oiapoque".

Na abertura da exposição, no dia 17 de abril de 2012, às 18 e 30 hs, no auditório Waldemiro Gomes, Museu Sacaca, haverá palestra com o arqueólogo e curador da exposição Dr. Gerald Migeon, do Serviço Regional de Arqueologia da Guiana Francesa.

Local da exposição: Museu Sacaca, Macapá, Amapá

Período: de 17 de Abril a 13 de Maio

No próximo dia 17 de Abril, terça-feira, será inaugurada em Macapá a exposição “Uma ponte sobre o Oiapoque”. Esta exposição, financiada pela Direction des Affaires Culturelles (DAC) e a Direction de L´environnement et L´aménagement et du Logement (DEAL) da Guiana Francesa, e com curadoria do arqueólogo francês Dr. Gerald Migeon do Service régional de l´archéologie da Guiana Francesa, foi organizada em 2011, quando ficou exposta em Caiena
na sede da Prefeitura da Região, o centro político da Guiana Francesa.

A partir do dia 17 de Abril, ela ficará exposta no Museu Sacaca em Macapá, durante quatro semanas. A exposição se insere em um contexto histórico de relações entre duas regiões, dois países, dois Estados Nacionais. Às margens do rio Oiapoque, habitantes indígenas, europeus e africanos construíram suas moradas, vilas e cidades. Esta exposição conta esta história através de documentos antigos, desenhos e relatos de viajantes; além de pesquisas arqueológicas. Ao mostrar esta ocupação indígena antiga da região, “Uma ponte sobre o Oiapoque” oferece uma oportunidade de conhecer melhor a riqueza cultural dessa história de múltiplos atores.

As obras realizadas nas duas margens do rio revelaram sítios arqueológicos que foram pesquisados por equipes francesas e brasileiras. O Institut National de Recherches Archéologiques Préventives (INRAP) e o Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá (IEPA) disponibilizam nesta exposição alguns dos resultados das pesquisas realizadas, que identificaram aldeias indígenas dos século XI e XII contendo depósitos funerários. As peças cerâmicas ricamente elaboradas demonstram o vigor estético destes grupos.

Outras peças arqueológicas e etnográficas ajudam a montar este rico cenário cultural onde o rio Oiapoque é o protagonista. E para além das duas margens, o caminho entre Caiena e Macapá também é tema para contar uma história que inicia há mais de mil anos e alcança os dias de hoje.

Estão todos convidados.
Att,
João Saldanha

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Exposição Arqueológica "Uma Ponte sobre o Rio Oiapoque"

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Cartaz francês da Exposição “Uma ponte sobre o Oiapoque”

Local da exposição: Museu Sacaca
Período: de 17 de Abril a 13 de Maio
No próximo dia 17 de Abril, terça-feira, será inaugurada em Macapá a exposição “Uma ponte sobre o Oiapoque”. A exposição se insere em um contexto histórico de relações entre duas regiões, dois países, dois Estados Nacionais. Às margens do rio Oiapoque, habitantes indígenas, europeus e africanos construíram suas moradas, vilas e cidades. Esta exposição conta esta história através de documentos antigos, desenhos e relatos de viajantes; além de pesquisas arqueológicas. Ao mostrar esta ocupação indígena antiga da região, “Uma ponte sobre o Oiapoque” oferece uma oportunidade de conhecer melhor a riqueza cultural dessa história de múltiplos atores.
As obras realizadas nas duas margens do rio revelaram sítios arqueológicos que foram pesquisados por equipes francesas e brasileiras. O Institut National de Recherches Archéologiques Préventives (INRAP) e o Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá (IEPA) disponibilizam nesta exposição alguns dos resultados das pesquisas realizadas, que identificaram aldeias indígenas dos século XI e XII contendo depósitos funerários. As peças cerâmicas ricamente elaboradas demonstram o vigor estético destes grupos.
Outras peças arqueológicas e etnográficas ajudam a montar este rico cenário cultural onde o rio Oiapoque é o protagonista. E para além das duas margens, o caminho entre Caiena e Macapá também é tema para contar uma história que inicia há mais de mil anos e alcança os dias de hoje.
Esta exposição, com curadoria do arqueólogo francês Dr. Gerald Migeon, foi organizada em 2011, quando ficou exposta em Caiena na sede da Prefeitura da Região, o centro político da Guiana Francesa. A partir do dia 17 de Abril, ela ficará exposta no Museu Sacaca em Macapá, durante quatro semanas.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Escavação simulada

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O Museu Sacaca foi recentemente reinaugurado e entre as novidades em exposição está uma escavação arqueológica. A pequena escavação foi montada com a colaboração da equipe de arqueologia do Laboratório Peter Hilbert e nela o vistante pode ter uma ideia do dia-a-dia de trabalho em um sítio arqueológico.
O espaço de montagem de algumas quadrículas em processo de escavação manual encontra-se ao lado da representação de uma caverna da região de Maracá/AP.

A escavação exposta apresenta ao público alguns contextos arqueológicos já verificados em escavações por todo o Estado do Amapá, podendo ser observada a metodologia usada por arqueólogos em uma escavação sistemática.
Aqui um boneco representando um profissional de arqueologia em plena ação!
Baldes, colher de pedreiro, peneiras...são os materiais expostos que são usados em um campo arqueológico.

Para ver isto de perto: O Museu Sacaca fica em Macapá, na Av, Feliciano Coelho e está aberto à visitação todos os dias da semana exceto nas segundas- feiras.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Seminário do Curso de Especialização em Patrimônio Arqueológico da Amazônia

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Na próxima quinta acontece o Seminário do Curso de Especialização em Patrimônio Arqueológico da Amazônia.

Aqui vai o cartaz do evento!

Apareçam, divulguem, compartilhem!


quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Seminário do Curso de Especialização em Patrimônio Arqueológico da Amazônia

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O Seminário é de apresentação das monografias que foram desenvolvidas pelos alunos para a formação no curso de especialização que teve início em 2010. Os temas dos trabalhos abrangem discussões sobre o patrimônio arqueológico do Amapá e da Amazônia e serão apresentados ao público durante o dia 16 de fev/2012 no Museu Sacaca.

Programação do Seminário do Curso de Especialização
Em Patrimônio Arqueológico da Amazônia
16 de Fevereiro de 2012 | Auditório do Museu Sacaca | 8:30 - 18:30

Cerimônia de Abertura do Evento, com participação de autoridades e de representantes das instituições parceiras
8:30 - 9:45
9:45 - 10:00: Intervalo

Sessão temática 1: Conservação, Socialização e Difusão da Arqueologia na Amazônia 10:00 -12:15
1) Daiane Pereira | Perspectivas da Curadoria Arqueológica: O caso do laboratório de Arqueologia Peter Hilbert
Orientadora: Msc. Mariana Cabral (IEPA)

2) Jeane Andrade Santana | Os Desafios da Preservação e Conservação do Patrimônio Arqueológico:O Estudo de Caso do Sítio Histórico de Mazagão Velho
Orientador: Dr. Flavio Silveira (UFPA)

3) Naira Neiva Medeiros de Almeida | Gestão do Patrimônio Arqueológico: O Sítio AP-CA-18 e
as Possibilidades do Arqueoturismo em Calçoene, Estado do Amapá
Orientadora: Msc. Mariana Cabral (IEPA)

4) Mayara Ferrante Caldas | Arqueologia da Amazônia na mídia: O desafio de transformar
Orientadora: Dra. Denise Schaan (UFPA)

5) Larissa Ventura da Costa | O processo de Musealização da Fortaleza de São José de Macapá
de 1997 a 2010
Orientadora: Dra. Marcia Bezerra (UFPA)

Sessão temática 2: Arqueologia e os outros: percepções nativas e ambiente escolar 13:30 - 16:00
1) Alexandre Diego Mira Picanço | A Valorização do Patrimônio Arqueológico: Educação Patrimonial como ferramenta para a Promoção do Conhecimento no Ambiente Escolar
Orientador: Dr. Manuel Calado (Univ. de Lisboa)

2) Midiani da Costa Maciel Silveira | Educação Patrimonial na Escola: O Patrimônio Arqueológico do Amapá em um Projeto Pedagógico Interdisciplinar
Orientadora: Msc. Mariana Cabral (IEPA)

3) Eliana da Silva Ribeiro | A Escola e Sua Relação com o Patrimônio Arqueológico
Orientadora: Msc. Elane Albuquerque (IEPA)

4) Decleoma Lobato Pereira | A Mãe de Deus, a Sereia e o Guerreiro: Memória, Patrimônio Arqueológico e Identidades Étnico-Raciais e Comunidades Amazônicas
Orientadora: Dra. Dominique Gallois (USP)

5) Lúcio Flávio Siqueira Costa Leite | Interpretações sobre os “bonecos de barros” em Laranjal do Maracá, Amapá: Uma perspectiva da arqueologia pública
Orientadora: Dra. Marcia Bezerra (UFPA)

6) Luiz Felipe dos Santos Pinto Garcia | Isso tudo era mata: paisagens e o pensar a história nas comunidades do Pacuí
Orientadora: Dra. Marcia Bezerra (UFPA)

Sessão temática 3: Levantamentos arqueológicos e estudos de coleções
16:15-18:30
1) Marcos Jessé Lopes da Silva | Forte Cumaú: Uma abordagem histórica arqueológica de sua
localização
Orientador: Msc. João Saldanha (IEPA)

2) Zaris Miranda Dias | (IN) Visibilidade Regional: Contribuição para a Carta Arqueológica do
Distrito de Ilha de Santana- Amapá
Dr. Manuel Calado (Univ. de Lisboa)

3) Kleber de Oliveira Souza | Até onde vão as cicatrizes deixadas pelo tempo? A ocupação
humana nos sítios MMX 09 E MMX 11 a partir da análise das peças líticas
Orientadora: Msc. Mariana Cabral (IEPA)

4) Michel Bueno Flores da Silva | Análise Tipológica e Espacial do Sítio Arqueológico
Ap-0I-06, extremo Norte do Amapá
Orientador: Msc. João Saldanha (IEPA)

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Múltiplos Corpos. Como é o seu?

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Todas as pessoas que frequentam o laboratório de arqueologia Peter Hilbert podem ver, logo na entrada do prédio, peças arqueológicas em exposição. Trata-se da segunda exposição montada pelo Núcleo de Arqueologia no espaço de entrada do laboratório. A exposição tem o título “Múltiplos Corpos” e está aberta ao público diariamente em horário comercial. Faça uma visita!

Fotos: Deyse França.

Laboratório de Arqueologia Peter Hilbert: Av Feliciano Coelho, 1509, bairro Trem.


Encontro para discutir Museus.

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Vai acontecer em Belém/PA entre os dias 12 a 17 de junho deste ano o IV Encontro Internacional de Ecomuseus e Museus Comunitários. O tema do Encontro é "Patrimônio e Capacitação dos Atores e do Desenvolvimento Local".
O evento é voltado para ecomuseus, museus comunitários, museus de territórios, museus vivos, e outros, cujas ações enfatizam as relações das pessoas com o lugar em que vivem por meio do fortalecimento do sentimento de pertencimento ao local ou a uma comunidade.
A realização é da Prefeitura de Belém,a Associação Brasileira de Ecomuseus e Museus Comunitários (ABREMC) e o Ecomuseu da Amazônia, em cooperação com o NOPH (Núcleo de Orientação e Pesquisa Histórica).
Veja abaixo a programação:


Dia 10 de junho – Domingo – Opcional Belém Histórica
Dia 11 de junho – Segunda Feira – Opcional Belém Histórica

Dia 12 de junho – Terça Feira
08h00 – Credenciamento
08h30 – Reunião com os palestrantes
09h30 – acolhimento
10h00 – Apresentação Cultural (Show, Teatro, Dança outro...)
10h30 – Conferência de abertura: “Patrimônio e Capacitação dos Atores do Desenvolvimento Local".
11h30 – Coquetel
12h00 – Coletiva de imprensa com os órgãos organizadores: Ecomuseu da Amazônia, SEMEC,
FUNBOSQUE, UFPA e ABREMC.
14h00 – Apresentação do território do Ecomuseu da Amazônia:
14 :00 – Relato de experiências (Comunidades da Ilha de Cotijuba).
14h40 – Relato de experiências (Comunidades da Ilha de Mosqueiro).
15h20 – intervalo
15h50 – Relato de experiências (Comunidades da Ilha de Caratateua).
16h30 – Relato de experiências (Comunidades do Distrito de Icoaraci).

Dia 13 de junho – Quarta Feira
09h00 – Mesa Redonda 1: Inventário Participativo da Procura e das Potencialidades pela
Capacitação.
10h15 – intervalo
10h45 – Oficinas (discussão de casos sobre a Mesa Redonda 1)
12h00 – Almoço
14h00 – Mesa Redonda 2: Organização das Comunidades e dos Ecomuseus e Museus Comunitários.
15h15 – intervalo
16h15 ás 17h15 – Oficinas (discussão de casos sobre a Mesa Redonda 2)
17h15 – Encerramento do 2º dia.

Dia 14 de junho – Quinta Feira
09h00 – Mesa Redonda 3: Produção e Criatividade nos Ecomuseus e Museus Comunitários.
10h15 – intervalo
10h45 – Oficinas (discussão de casos sobre a Mesa Redonda 3)
12h00 - Almoço 14h00 – Mesa Redonda 4: Turismo de Base Comunitária e o Desenvolvimento Local.
15h15 – intervalo
15h15 ás 16h15 – Oficinas (discussão de casos sobre a Mesa Redonda 4)
17h15 – Encerramento do 3º dia.

Dia 15 de junho – Sexta Feira
09h00 – sistematização dos documentos construídos
11h00 – intervalo
10h30 – Reunião das Redes : ABREMC, ICOM português, ICOM Brasil, etc.
11h00 – Preparação ICOM/2013-IBRAM- ICOM Brasil,
12h30 – Almoço
15h00 – Plenária final: Apresentação das Diretrizes/conclusões dos GTs para Aprovação.
17h30 – 5º aniversário do Ecomuseu da Amazônia - Documentário/ Lançamento de livros
18h00 – Coquetel de encerramento

Dia 16 de junho – Sábado
Visita à Ilha de Mosqueiro (Vila e comunidades do Mary Mary e Caruaru)
Fundação Escola Bosque