
sábado, 28 de março de 2009
quinta-feira, 12 de março de 2009
domingo, 22 de fevereiro de 2009
Rock art Amazonia-Guianas
Na arte rupestre guianense, encontramos alguns possíveis paralelos para o objecto recolhido por João Tiriyó, publicado num dos posts anteriores.
Trata-se de blocos soltos, alguns com dimensões muito reduzidas, num sítio do litoral guianense, a Montagne d'Argent, junto à foz do Oiapoque (fronteira com o Brasil).
Note-se que o Oiapoque nasce nas montanhas do Tumucumaque, o divisor de águas entre a bacia amazônica e diversos rios da Guiana e Suriname, junto ao território dos Tiriyós.
Por outro lado, os motivos antropomórficos presentes na Montagne d'Argent assemelham-se aos que ornamentam o referido objecto.





Trata-se de blocos soltos, alguns com dimensões muito reduzidas, num sítio do litoral guianense, a Montagne d'Argent, junto à foz do Oiapoque (fronteira com o Brasil).
Note-se que o Oiapoque nasce nas montanhas do Tumucumaque, o divisor de águas entre a bacia amazônica e diversos rios da Guiana e Suriname, junto ao território dos Tiriyós.
Por outro lado, os motivos antropomórficos presentes na Montagne d'Argent assemelham-se aos que ornamentam o referido objecto.





Na última imagem, note-se o aproveitamento das formas naturais da rocha, uma solução comum na arte rupestre mundial que demonstra a importância do próprio suporte no entendimento dos motivos...
links amazônicos

um texto sobre arqueoastronomia megalítica na Amazônia (clique na imagem)
alguns paralelos neste post
neste
neste
e neste ...
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
sábado, 14 de fevereiro de 2009
Rock art and megaliths
Na obra de Edithe Pereira, sobre a Arte rupestre amazônica, imagens de gravuras na Savana do Parú, território dos Tiriyó.
As gravuras, referenciadas por Protásio Frikel, ocorrem em contexto de abrigos naturais, formados por afloramentos graníticos, na mesma área em que Frikel identificou também vários alinhamentos de blocos, de carácter arqueoastronómico.

As gravuras, referenciadas por Protásio Frikel, ocorrem em contexto de abrigos naturais, formados por afloramentos graníticos, na mesma área em que Frikel identificou também vários alinhamentos de blocos, de carácter arqueoastronómico.

domingo, 1 de fevereiro de 2009
Megalitismo Amazonas-Guianas

No festo (divisor de águas) entre o Amazonas e o sistema hidrográfico das Guianas, na Savana do Paru, em território Tiriyó.
O objecto acima representado, foi-me dado a conhecer pelo João Tiriyó e mede, de comprimento, cerca de 30 cm. Apresenta gravuras nas duas faces, uma delas representando uma figuração antropomórfica.
Para além dos alinhamentos de pedras, atribuídos aos Aibüba (os antepassados), existe, na cultura Tiriyó, uma valorização das pedras nas práticas agrícolas tradicionais.
Segundo Denise Grupioni, "as pedras kuri, consideradas pedras doadoras de fertilidade, (...) são enterradas no meio da roça, normalmente numa pequena elevação, onde se cruzam seus principais caminhos. Estas pedras são colocadas aos pares, uma masculina, outra feminina, com certa distância, uma da outra. E é durante este enterramento que se deve dançar e recitar os cantos cerimoniais."
Team alentejano-tiriyó
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Muitas Antas, Mais alguma gente

Arqueologia de Lugares Naturais: "Megalitismo Natural"
Por toda costa Norte do Amapá, na região dos Megalitos, afloramentos de granito com abrigos eram utilizados para deposição de vasilhas cerâmicas e urnas funerárias, um contexto semelhante ao que encontramos nos megalitos. Na foto um destes sítios, Montanha da Pluma, recentemente revisitado durante prospecção preventiva nas obras de uma rodovia.
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Megalitismo do Amazonas/Guianas
O megalitismo do Amapá, o mais espectacular das Américas, apresenta uma distribuição relativamente ribeirinha, nos limites da terra firme do litoral amapaense.
Porém, existe um conjunto de monumentos, bastante diferenciado e muito mal conhecido, axializado pelo festo que separa a bacia amazónica das bacias guianenses.
Esta distribuição junto ao festo (watershed, water divide) é muito semelhante, em vários aspectos, à dos menires alentejanos ou, na maioria dos casos, à das estelas etíopes.
Na verdade, refiro-me a monumentos cuja tipologia, nalguns casos, se pode inserir algures entre o megalitismo e a arte rupestre.
São arranjos de pedras, de dimensões modestas, que reproduzem motivos frequentes na arte rupestre. Localizam-se sobre inselbergs graníticos (na Guiana francesa).
Outros, localizados na Savana Sipaliwini - a continuação, em território do Suriname, da savana dos Tiriyós - parecem desenhar alinhamentos de tipo astronómico, mas igualmente com pedras pequenas, sobre batólitos graníticos. (link).
Há também um exemplar, publicado como arte rupestre, em que o suporte se assemelha - pelo menos na imagem publicada - a um menir, com gravuras. (link).
Em território brasileiro, alinhamentos astronómicos foram materializados por blocos graníticos fincados, que, tipologicamente, se aproximam muito (exceto na escala) dos alinhamentos de menires.
De um e de outro lado da fronteira Suriname-Brasil, há referências a importantes conjuntos de arte rupestre; para além das referências de Protásio Frikel, ainda praticamente desconhecidas, tem vindo a ser estudado um sítio excepcional, no Suriname, com datas bastante recuadas: Werehpai.
Porém, existe um conjunto de monumentos, bastante diferenciado e muito mal conhecido, axializado pelo festo que separa a bacia amazónica das bacias guianenses.
Esta distribuição junto ao festo (watershed, water divide) é muito semelhante, em vários aspectos, à dos menires alentejanos ou, na maioria dos casos, à das estelas etíopes.
Na verdade, refiro-me a monumentos cuja tipologia, nalguns casos, se pode inserir algures entre o megalitismo e a arte rupestre.
São arranjos de pedras, de dimensões modestas, que reproduzem motivos frequentes na arte rupestre. Localizam-se sobre inselbergs graníticos (na Guiana francesa).
Outros, localizados na Savana Sipaliwini - a continuação, em território do Suriname, da savana dos Tiriyós - parecem desenhar alinhamentos de tipo astronómico, mas igualmente com pedras pequenas, sobre batólitos graníticos. (link).
Há também um exemplar, publicado como arte rupestre, em que o suporte se assemelha - pelo menos na imagem publicada - a um menir, com gravuras. (link).
Em território brasileiro, alinhamentos astronómicos foram materializados por blocos graníticos fincados, que, tipologicamente, se aproximam muito (exceto na escala) dos alinhamentos de menires.
De um e de outro lado da fronteira Suriname-Brasil, há referências a importantes conjuntos de arte rupestre; para além das referências de Protásio Frikel, ainda praticamente desconhecidas, tem vindo a ser estudado um sítio excepcional, no Suriname, com datas bastante recuadas: Werehpai.
domingo, 23 de novembro de 2008
Etnoarqueologia megalítica tropical
Esquema da estratigrafia e das estruturas da necrópole de Tuto Fela. Note-se que os poços em forma de bota estão associados a estelas "fálicas" e são sobrepostos pelas deposições superficiais, associadas a estelas "antropomórficas".Foi publicado, em 2007, mais um volume, dirigido por R. Jousseaume, sobre o megalitismo da África Oriental, centrado, neste caso, no monumento de Tuto Fela, no Sul da Etiópia.
A existência, nessa região, de povos que continuam, hoje em dia, a erguer monumentos megalíticos, suscitou uma abordagem etnoarqueológica particularmente interessante.
Para além do potencial destes dados, em termos de arqueologia comparativa, para o estudo do megalitismo, como fenómeno global, é, desde logo, muito curioso comparar directamente os sítios megalíticos etíopes e amazónicos.
Essa comparação deve ter em conta vários aspectos:
1. A cronologia. Os dados actualmente disponíveis, para a Etiópia, a partir do conjunto de Tiya (Jousseaume, 1995) apontam para cronologias à volta de 1200 d.c. (apesar de alguma indefinição para momentos anteriores), em concordância com as cronologias do megalitismo amazônico.
2. A tipologia das sepulturas etíopes, associadas às estelas (Tiya, Tuto Fela...) é outro detalhe coincidente com a realidade amapaense; de resto, "os povos Oromo (ou oromoides) actuais (Borana, Konso, Arsi...) depositam os seus mortos em posição flectida contraída num nicho arranjado no fundo de um poço." (Jousseame, 2007: 265).
Os rituais funerários destes povos, envolvendo megalitos, mas também estátuas de madeira, são descritos com algum detalhe, envolvendo igualmente iconografias e artefactos simbólicos, em articulação com a respectiva estrutura social.
3. A conformação das plantas dos monumentos com eventos astronómicos e calendáricos, proposta para monumentos namoratunga, no Norte do Quénia (Jousseaume, 2007: 258).
Um dos sítios apresenta um conjunto de alinhamentos, com 19 pedras, o mesmo número que curiosamente encontramos no famoso conjunto de Locmariaquer, no Morbihan (França), provavelmente relacionado com o ciclo das pausas lunares.
Recorde-se que os dois alinhamentos conhecidos na savana Tiriyó (Tumucumaque), apresentam 52 e 13 blocos, respectivamente, valores que reflectem interesses calendáricos de tipo luni-solar.
A existência, nessa região, de povos que continuam, hoje em dia, a erguer monumentos megalíticos, suscitou uma abordagem etnoarqueológica particularmente interessante.
Para além do potencial destes dados, em termos de arqueologia comparativa, para o estudo do megalitismo, como fenómeno global, é, desde logo, muito curioso comparar directamente os sítios megalíticos etíopes e amazónicos.
Essa comparação deve ter em conta vários aspectos:
1. A cronologia. Os dados actualmente disponíveis, para a Etiópia, a partir do conjunto de Tiya (Jousseaume, 1995) apontam para cronologias à volta de 1200 d.c. (apesar de alguma indefinição para momentos anteriores), em concordância com as cronologias do megalitismo amazônico.
2. A tipologia das sepulturas etíopes, associadas às estelas (Tiya, Tuto Fela...) é outro detalhe coincidente com a realidade amapaense; de resto, "os povos Oromo (ou oromoides) actuais (Borana, Konso, Arsi...) depositam os seus mortos em posição flectida contraída num nicho arranjado no fundo de um poço." (Jousseame, 2007: 265).
Os rituais funerários destes povos, envolvendo megalitos, mas também estátuas de madeira, são descritos com algum detalhe, envolvendo igualmente iconografias e artefactos simbólicos, em articulação com a respectiva estrutura social.
3. A conformação das plantas dos monumentos com eventos astronómicos e calendáricos, proposta para monumentos namoratunga, no Norte do Quénia (Jousseaume, 2007: 258).
Um dos sítios apresenta um conjunto de alinhamentos, com 19 pedras, o mesmo número que curiosamente encontramos no famoso conjunto de Locmariaquer, no Morbihan (França), provavelmente relacionado com o ciclo das pausas lunares.
Recorde-se que os dois alinhamentos conhecidos na savana Tiriyó (Tumucumaque), apresentam 52 e 13 blocos, respectivamente, valores que reflectem interesses calendáricos de tipo luni-solar.
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
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